Tarragona é uma cidade pequena. É bastante comum tropeçar nas mesmíssimas paisagens e nos mais que vistos edifícios. No entanto, há días e há passeios que nos dão um olhar distinto sobre às coisas que já vimos milhões de vezes...
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Nude outfit
Manhãs frias e solarengas
Adoro acordar e vir passear à praia com o L. e com o B. É impagável viver tão perto da praia. Adoro este sol frio, esta calmaria, o cantarolar dos pássaros e o bailar das palmeiras ao vento. Por vezes tenho saudades da revolta do atlântico, do barulho bruto das ondas, do cheiro a maresia. Aqui tudo é mais calmo, mais previsível, mas ainda assim....incrível.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Dar roupa...ai que dor
Custa-me muito deitar roupa fora, os seja, doar. Não por não gostar de dar a quem mais precisa, mas porque tenho carinho às coisas. Por vezes, mesmo quando já quase não as uso, penso que ainda poderia vestir e dá -me pena dar essas coisas.
Para além disso, tenho uma mania horrível de comprar muitas peças básicas, acumulando roupa desengraçada no meu armário, que é do mais aborrecido que há.
Hoje decidi dar uma volta pelo meu armário e desfazer-me de alguns casacos, t-shirts, calças. Mais que um acto de bondade é um acto de sinceridade. Tenho que ser sincera comigo e dizer o que já não ponho, nem vou voltar a usar. Há muitas coisas ainda por deitar fora. Precisava que um daqueles programas de mudança de estilo me viesse dar uma mãozinha. Começar do zero...seria bom.
4 regras de ouro para o"limpar" o armário:
1- coisas que não vestimos há 6 meses/1 ano.
2- coisas que não nos servem.
3- coisas que não nos ficam bem.
4- coisas estragadas, russas ou com manchas.
Com estas regras podemos tentar voltar a ter um armário de gente normal!
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Ouço...
Ouço o meu coração a latir. Está tudo religiosamente em silêncio. Tudo é pálido, apesar do colorido artificial das paredes. Ouço a minha respiração ganhar ritmo. Os objectos movem-se como silhuetas embriagadas pelo teu cheiro que já quase nem paira no ar. Ouço-me demasiado. É hora de voltar. É hora de voltares.
Escritos com alma, mas sem sentimento.
No tempo do desespero as linhas viraram folhas. Sempre fui assim: um bicho literal desmotivado pela bonança. Sinto-me ridícula por querer escrever o que não sinto, o que não vivo, mas o que me sai da alma.
Este é só o meu Eu que refoga letras para fazer textos.
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Vejo-te triste
Vejo-te triste, pequena Democracia.
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Num ápice vai-se a vida quando estamos na internet. Preciso de reset e mente fria para escrever. Preciso de agarrar na minha Nikon e ir por aí fazer fotografias. Todas as noites penso nisso e todas as manhãs digo: Amanhã vou! Não! Chega! Apetece-me desconectar! Apetece-me, mas não posso. Estar desconectada virtualmente aqui e agora, é desconectar-me de tudo. Aqui não há muito mais que isso mesmo.
A cada hora sou invadida com ideias novas. Apetece-me ter isto, ser aquilo, fazer aqueloutro e estar acolá! Este mundo está louco...! Tantas coisas que ler, que ver e que aprender que não nos sobra tempo para executar o que deveríamos executar. Ficamos com a vida "loading" enquanto tentamos estar a par de tudo.
Traz-me um café...
E assim começa mais uma desventura. Como tantos blocos, tantos cadernos, como tantos outros diários inacabados. Não creio que tenha nada que contar, não creio que tenha nada a acrescentar ao mundo da internet e ao mundo dos internautas, mas quero escrever. Tenho sede de escrever sobre temas que não tenho escrito. Tenho saudades da febre de adormecer a pensar em posts. A minha condição de mãe deu-me muito, mas também monopolizou o meu pensamento. Tenho saudades de ter uma caneca de café a fumegar na mão enquanto escrevo sem respirar. E foi por isso e porque me pediram que escrevesse, que voltei...
Voltei devagarinho e tenho vontade de ficar aqui sentada a refogar textos.
Obrigada por vires, obrigada por voltares.
