terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Dias em branco

Há dias em que cansa pensar em branco e outros que em branco queremos pensar e não é possível.

Não sei como fazia antes:  uma pomba voava, eu pensava e daí escrevia. Isto era ter mundo e flexibilidade no coco.  Por onde fosse saiam letras e ideias avulsas. Tantas tantas... que chegava a acordar para escrever. Agora já não é assim.

Agora não é assim. Agora acordo em branco, em branco vou, em branco venho e em branco fico diante de qualquer papel em branco. Há dias em que cada suspiro ou passo largo é um titular digno de publicar e outros dias são dias em branco sem titulares, sem ideias.

Estranha forma de estar estar, mas não sei mudar isto...! Talvez esperar. Talvez volte. Talvez seja para sempre.

Coca de tomate e queijo de cabra.

Acabo de fazer a minha primeira coca e cheira realmente bem.

A minha coca está um pouco pobrezinha, mas, agora que aprendi a fazer, posso ir inovando. 

Esta coca leva tomate, queijo e fiz um molho para espalhar na massa de ervas aromáticas, alho e azeite. 

Vi muitas receitas para a massa e escolhi a mais simples que encontrei. Há muitas com banha de porco, mas a minha não leva. 

A minha massa leva:
 100 gr de leite, 
150 gr de agua, 
50 gr de azeite
30 gr de levedura fresca
Uma pisca de açúcar
Uma colherzinha de sal
500 gr de farinha

O recheio ( que não é recheio, mas não sei como chamar):

Mistela de ervas aromáticas, alho e azeite
Queijo de cabra
Tomate

Esticar a massa, montar a coca, levar ao forno a 200 graus uns 20 minutos (se tanto). O forno, está claro...está pré-aquecido! 

A coca é uma espécie de pizza espanhola. Aqui na Catalunha e em Valência é muito típica. Pode-se fazer do que quisermos: chorizo, atum, sardinha,?pimentos, etc...! Há de todos os tipos e é óptimo para aproveitar coisas da despensa/frigorífico. 

Agora é esperar e provar! Cheira bem!! 


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Lá vai uma, lá vão duas, 3 caixinhas...já prontas

Hoje é sexta-feira e o L não foi à creche. Fomos tomar o café com os meus ex-colegas e passeámos muito. Tanto, tanto  que ficou cheio de sono e agora dorme placidamente.

Aproveitei a hora da sesta para fazer mais duas caixas. A coisa vai, a conta-gotas, mas vai.

Em princípio já escolhemos a empresa de mudanças. Estou à espera que me enviem o orçamento por mail, que palavras leva-as o vento.

Hoje, no meio da arrumação, dei-me conta que ainda não voltei aos cupcakes. Este fim-de-semana ou segunda feira ponho mãos ao trabalho. Vamos ver se me animo!!

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

E o jantar de hoje é...

Hoje apeteceu-me fazer uma receita que já não faço há imenso tempo: Couscous com wok de  frango e vegetais. 

O bom deste tipo de  prato é que se pode aproveitar um monte de vegetais que estão a ficar esquecidos no frigorífico. O couscous já tinha, os vegetais também, por isso fui só ali comprar uns peitinhos de frango. 

Cortei o frango em pedacinhos pequeníssimos. Neste tipo de pratos não gosto de encontrar bocados grandes. E de legumes fiz beringela, bróculos, courgette e cenoura. 

Eu já roubei um bocadinho e acho que está óptimo!


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Desenhamos?

Depois de um dia inteiro longe do meu L, apetece-me imenso desfrutar com ele. Já passeámos, fomos ver as retroescavadora das obras aqui do bairro (que ele adora), fomos passear o Banzé até à praia e agora deixei-o a brincar sozinho aqui na sala. Está a fazer construções, ou melhor, a desfazer.

Ultimamente gostamos de dedicar parte do nosso tempo a desenhar. Bem, a realidade é: Eu desenho coisas que ele sabe identificar e ele risca folhas e folhas! É muito gratificante ver como cresce cada dia...

Vou desenhar que o meu fã nº 1 está a solicitar a minha atenção:


Esquivando-me à caixa mágica.

Quando vivíamos em Madrid, na Plaza Mayor, dividíamos a casa com outros dois rapazes. Nessa casa não havia um sofá propriamente dito, mas uma espécie de sofá monolugar, sem braços, com o tecido gasto e com um ferro (estrategicamente colocado) que se sentia quando nos sentávamos.

Era muito raro alguém sentar-se naquele lugar, salvo alguma visita desprevenida que depois de subir 4 andares súper íngremes, se atirava ao sofá e descobria de rompante o maldito ferro.

Outra característica da nossa sala era a televisão. A televisão era a que eu tinha no meu quarto em Lisboa, ou seja, era mínima e para ver tínhamos de estar mesmo próximos do ecrã. Nada cómodo, mesmo.

Ou seja: Televisão medíocre e um sofá ainda mais medíocre.

E onde é que isto nos leva?

Nessa altura nós não víamos televisão. Eventualmente víamos algum filme alugado sentados no chão, mas normalmente não víamos nada mais que o telejornal que dava durante a hora de jantar e que comentávamos enquanto comíamos. Foi uma época em que a caixinha mágica perdeu protagonismo na nossa vida. O mau foi quando mudámos de casa e voltámos a descobrir que ter um sofá e uma televisão maior era muito bom.


Ora, hoje em dia, quando já terminámos tudo o que temos para fazer:  já  jantámos, já demos banho e vestimos o L, já deixámos tudo arrumado, normalmente aterramos no sofá para nos preparámos psicologicamente para a hora do sono. Parece-me lógico que saiba tão bem! De repente ali, naquele quadrado, tudo se faz e desfaz sem ser preciso fazer nada. Só por um momento podemos estar quietos a ver como se desenvolvem as imagens daquele lado.

Quando eu escrevi o titulo: "Esquivando-me à caixa mágica", não me referia a estes momentos do horário nobre, mas às horas que passo em casa durante o dia. Não quero sentar-me a ver televisão e ficar, ficar, ficar até que chegue a hora de ir buscar o L. Recuso-me a ver,  não viver a vida e a ver a vida passar lá fora pelo canto do olho, enquanto estou agarrada ao ecrã. Por isso, quando estou em casa sozinha não ligo a televisão e quero manter este hábito. Há milhões de coisas que/por  fazer....

Preprarar a mudança: Dia 1 - Packing.

Hoje, nem 24 horas depois de ter comprado as caixas por Internet, vieram cá trazer a encomenda.

Tal como prometiam, veio uma caixa grande (ideal para a televisão da sala), varias caixas de formatos diferentes (21) e uns acessórios kit mudança (etiquetas para indicar o que contém, etiquetas de frágil, papel de bolhas, fita-cola, x-ato, etc. .)































Depois de muito pensar resolvi ir fazer uma selecção de inutilidades que tenho nuns cestos do IKEA e numas caixas. Comecei por dividir entre:
a) cadernos/blocos; 
b) coisas de costura
c) elementos eléctricos/electrónicos.
d) recuerdos que não posso mesmo tirar
e) material de escritório.

Fui juntando tudo por grupos, consegui reduzir tudo para ao miniiíiimo (para mim, porque ainda há muita coisa inútil) e organizar  tudo numa caixa transparente.



Depois montei a primeira caixa e comecei a guardar os livros e revistas que tenho sobre bebés, mas embora não tenha muita coisa está pesadissima...

E está feita a caixa número 1. Faltam cerca de 23 dias para a mudança dos móveis

Lombo assado com cerveja

Agora que tenho mais tempo durante o dia, tento ir adiantando o jantar durante o fim da manhã e o inicio da tarde.  Assim,  quando os L's chegam, podemos ir passear com o Banzé ou fazer o que nos apetecer e  não temos que pensar nisso. É uma outra forma de aproveitar o dia e de voltar a pouco e pouco a cozinhar, coisa que fui deixando entre os horários que tinha (saía às 20h até há 6 meses) e o Master em PRL que me deu muito que fazer.

Pois hoje resolvi fazer um lombo de porco assado. Fui procurar receitas, mas parecia-me tudo tão aborrecido... não me apetecia estar a fazer o de sempre. Então, resolvi inventar e fiz um lombo com alhos, louro, pimentão, cominho, azeite, cerveja, alho-francês e cenoura. Para terminar engrossei o molho com farinha dissolvida em água. Está óptimo. Ficou saboroso e nada seco.

Primeiro juntei numa tigela sal, alho, cominho, louro, pimentão, um pouco de azeite e cerveja.  Misturei tudo, mas se tivesse um almofariz teria dado imenso jeito. Temperei o Lombo e tapei-o. Deixei-o no frigorífico meia hora/ 45 minutos a ganhar sabor. Quando o tirei, levantei a carne, fiz uma cama de alho-francês e cenoura e deitei mais azeite e cerveja. Deixei 1 hora/1 hora e 15 minutos no forno e depois tirei o lombo e juntei a àgua com a farinha até ferver.

A fotografia não ficou muito artística. Não era para vir para o blog, mas acabou por vir...






terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Está na hora de começar a pensar na temida...MUDANÇA

Mudar de casa pode ser um experiência traumatizante. 

Este Post não começa nada bem: risca!! 

Mudar de casa pode ser uma experiência intensa e, se tivermos tempo, a forma de organizar a mudança deve ser muito bem ponderada. Por agora, as únicas coisas que sabemos é o destino e que vamos no fim do mês, nada mais. Já que  tenho tempo suficiente para reflectir sobre o que bem quiser, vou começar a organizar esta mudança e depois, no dia D, terei de orquestrar* tudo e tudo irá bem.

(* orquestrar não é ficar no bem bom sem dizer nada. É marcar pautas enquanto faço. )


1º Empresa de Mudança?
O primeiro que decidimos foi contratar uma empresa de mudanças para levar móveis e voltar a montar os móveis na nova casa. Agora já pedimos imensos orçamentos porque são caríssimos, apesar da casa nova estar a menos de 1 km daqui!!

2º Caixas, caixotes e afins
Como a empresa de mudanças só vai levar móveis, palmeira e banco de jardim, temos de arranjar caixas para guardar o "recheio". Hoje já encomendei umas caixas. Temos uma grande vantagem: precisamos de muitas caixas, mas podemos reutilizar. Temos muito tempo para realizar a mudança. é provável que seja preciso voltar a usar mais que uma vez.

3º  Papel de bolhas, fita cola e afins
Ao comprar as caixas compramos um pack-mudança que já vinha com estas coisas. Boa! Menos um ponto!

4º Escolher a ordem de "empaquetamiento"
Como vamos começar a fazer a mudança com muita antecedência, vamos poder começar lentamente pelas coisas menos prioritárias (80% da casa). Temos um quarto de convidados/closet e vai ser aí onde vamos armazenar as primeiras caixas. Parece-me boa ideia começar por livros, revistas, pequenos objectos que temos, enlatados e comestíveis não perecíveis, etc.  Aproveitar os tupperwares para guardar pequenos objectos também é uma óptima forma de aproveitar espaço.

5º Começar a rever o que realmente deve ir e o que é hora de ficar.
 A) Roupa
Neste ponto, vou ressuscitar um post anterior:
Custa-me muito deitar roupa fora, ou seja, doar. Não por não gostar de dar a quem mais precisa, mas porque tenho carinho às  coisas.  Por vezes, mesmo quando já quase não as uso, penso que ainda poderia vestir e dá -me pena dar essas coisas.
Para além disso, tenho uma mania horrível de comprar muitas peças básicas, acumulando roupa desengraçada no meu armário, que é do mais aborrecido que há.
Decidir dar uma volta pelo meu armário é mais que um acto de bondade é um acto de sinceridade. Tenho que ser sincera comigo e dizer o que já não ponho, nem vou voltar a usar. Há muitas coisas ainda por deitar fora.
4 regras de ouro para o"limpar" o armário:
1- coisas que não vestimos há 6 meses/1 ano.
2- coisas que não nos servem.
3- coisas que não nos ficam bem.
4- coisas estragadas, russas ou com manchas.

Com estas regras podemos tentar voltar a ter um armário de gente normal

B) Afins
O mesmo seria possível aplicar aos objectos que vamos acumulando de viagens,  idas, voltas, estadias, trabalhos e amigos.

Quando chegarem as caixas, este vai ser um exercício interessante.

6º Identificar caixas.
Anotar nas caixas o que contém cada uma ou numerá-las e apontar numa agenda o que contem cada número.

7º O dia da mudança
Já pensámos nisto e vamos optar por escolher um dia de semana para a mudança. Assim o L poderá ficar na creche e não será uma preocupação. 

8º Guardar as coisas
Escolher uma ordem lógica para tirar as coisas das caixas, ir deitando fora as caixas que já não servem e a pouco e pouco começar a sentir que a casa é nossa.

Uff...

Ao mau tempo... Boa cara!!

Hoje acordei com uma frase em espanhol na cabeça: Cuando se termina un libro, lo mejor que se puede hacer es empezar otro.  

Talvez tenha sonhado com esta frase, não sei. O que sei - e o que faz todo o sentido -  é que esta foi a melhor forma que encontrei para enfrentar o meu dia. Este dia que não pensei que estivesse tão perto: O primeiro dia de desemprego. 

Enquanto temos trabalho, temos muitas vezes a sensação de prisão, de não poder ser nem fazer o que nos apetece. Pois sim! "Se não trabalhasse faria, iria, seria..., mas quando não trabalhamos, sentimos uma espécie de vazio, uma grande enércia e até alguma letargia. No fundo é como se ficasse de repente sem norte, com o mundo suspenso.  

- E agora?
- Agora posso fazer o que quiser!!!
- E o que é que eu queria tanto fazer?
- Agora...esqueci-me.

A minha retirada não foi voluntária, não foi esperada, mas era previsível. Também não digo que, lá no fundo, não me apetecesse, mas a cabeça dizia que devia continuar porque cá fora faz frio e há muita crise.  Enfim...como disse, não foi voluntária, mas tinha um contrato que acabava...e acabou! Acabou de uma forma incrível, já passava da hora de sair (este contrato não exigia aviso prévio) e ficou toda a empresa em alvoroço.

Mas, agora não quero falar disso. Quero animar-me a ocupar os meus dias. Hoje deixei a casa impecável, fiz o jantar, liguei para empresas de mudanças, passeei o meu Banzé, tomei o pequeno-almoço com os meus ex-colegas. Hoje foi o primeiro de muitos dias assim...mas ao bom tempo, boa cara!!!