terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Dias em branco

Há dias em que cansa pensar em branco e outros que em branco queremos pensar e não é possível.

Não sei como fazia antes:  uma pomba voava, eu pensava e daí escrevia. Isto era ter mundo e flexibilidade no coco.  Por onde fosse saiam letras e ideias avulsas. Tantas tantas... que chegava a acordar para escrever. Agora já não é assim.

Agora não é assim. Agora acordo em branco, em branco vou, em branco venho e em branco fico diante de qualquer papel em branco. Há dias em que cada suspiro ou passo largo é um titular digno de publicar e outros dias são dias em branco sem titulares, sem ideias.

Estranha forma de estar estar, mas não sei mudar isto...! Talvez esperar. Talvez volte. Talvez seja para sempre.

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